
Conheça melhor algumas espécies de baleia e saiba que mares elas habitam!!
Virtualmente extintas da costa brasileira na década de 70, em razão da caça predatória, nos últimos anos, o número de baleias avistadas nas praias do sul do Brasil, em especial a baleia-franca, está aumentando significativamente. Entre os meses de junho e novembro, as Francas abandonam sua zona de alimentação na região Antártica e migram para águas mais rasas e quentes.
As baleias, como o homem e os demais mamíferos, possuem sangue quente, respiram ar pelos pulmões, e dão à luz filhotes bem desenvolvidos, que crescem sendo amamentados por suas mães. O período de gestação é bastante longo. Normalmente, um filhote nasce a cada um ou dois anos e requer mais de um ano de cuidados maternais, antes de poder sobreviver sozinho, levando ainda muitos anos para atingir a maturidade. Por essas razões, as baleias ainda não se recuperam das perdas provocadas durante sua exploração comercial. A seguir, alguns exemplos de espécies que ocorrem na costa brasileira.
As baleias, como o homem e os demais mamíferos, possuem sangue quente, respiram ar pelos pulmões, e dão à luz filhotes bem desenvolvidos, que crescem sendo amamentados por suas mães. O período de gestação é bastante longo. Normalmente, um filhote nasce a cada um ou dois anos e requer mais de um ano de cuidados maternais, antes de poder sobreviver sozinho, levando ainda muitos anos para atingir a maturidade. Por essas razões, as baleias ainda não se recuperam das perdas provocadas durante sua exploração comercial. A seguir, alguns exemplos de espécies que ocorrem na costa brasileira.
A Baleia Franca (Eubalaena australis)
As Baleias-franca têm esse nome por serem muito dóceis e facilmente observadas, pois chagam próximo a costa. Lentas (nadam no máximo 12 Km/h) e de temperamento pacífico, as francas sempre foram alvo fáceis para caçadores. As baleias não têm dentes, mas longas barbatanas que auxiliam na filtragem dos alimentos. Elas nadam em aglomerados de krill (minúsculos crustáceos semelhantes a camarões) ou cardumes de pequenos peixes com a boca aberta e capturam grande quantidade. Os filhotes permanecem com a mãe durante um ano e durante esse tempo costumam brincar bastante e mamar. O leite é altamente gorduroso e por não se misturar com a água permite que o filhote engula sem perdas. Uma das principais características dessas baleias são as verrugas brancas presentes na cabeça e o esguicho em forma de “V” que solta quando respira. Podem atingir até 17 metros e aproximadamente 70 toneladas de peso. Devido a caça indiscriminada a população dessas baleias caiu drasticamente a quase chegou a extinção. Graças a programas de estudos e conservação, esse cetáceo voltou novamente a procurar a costa brasileira.
A Baleia Jubarte (Megaptera novaeangliae)
Após 7 meses acumulando reservas de alimentos, que chegam a representar 30 centímetros de gordura, as baleias jubartes saem da Antártida à procura de águas pouco profundas, temperatura amena e movimento tranqüilo. Sua migração sazonal se alterna em áreas de alimentação, em altas latitudes, e áreas de reprodução, em regiões tropicais. As jubartes formam grupos de 3 a 8 animais, sempre dirigidas por uma única fêmea. Em meio às 79 espécies de cetáceos, mamíferos com forma de peixe, as baleias jubartes são as únicas que cantam, por isso são conhecidas como "baleias cantoras". Seus cantos são ouvidos, costumeiramente, pelos pescadores.
As fêmeas são normalmente um pouco maiores que os machos, atingindo 16 metros de comprimento e pesando até 40 toneladas. Outra característica marcante das Jubarte, é que possuem uma nadadeira peitoral muito longa, podendo chegar a 1/3 da extensão total de seu corpo.

Baleia Minke (Balaenoptera acutorostrata)
Atinge aproximadamente 10 metros e pode pesar até 9 toneladas. A coloração do corpo é cinza-escuro no dorso e cinza-claro no ventre. Essas baleias podem ser encontradas em grupos de 2 a 4 indivíduos e se alimentam principalmente de pequenos peixes e crustáceos. A gestação dura de 9 a 10 meses, nascendo um filhote que será amamentado por cerca de 6 meses. Esse animal é facilmente observado por se aproximar de embarcações. No Brasil são comuns na época da primavera e verão podendo ser encontradas ao longo da costa do nordeste, entretanto existem registros desse animal no Sul do Brasil. Somente no Brasil, de 1970 a 1980 mais de 8 mil minkes foram mortas e atualmente estima-se que a sua população total esteja próxima de 90 mil indivíduos.
Cachalote (Physeter macrocephalus)
Pertence a família Physetaridae. Pode ser encontrada em todos os oceanos. Vivem em grupos de até 50 indivíduos, porém podem também ocorrer solitários. Essa espécie pode atingir até 20 metros e pesar até 35 toneladas. Provavelmente, é o cetáceo que mergulha mais fundo, podendo passar de 2.000m e permanecer submerso por mais de uma hora. Seu alimento principal é a lula, que procura a grande profundidade. No Brasil, sua distribuição abrange uma grande faixa de nosso litoral, desde o Rio Grande do Sul até a região Nordeste, onde podem ocorrer encalhes. Sua mandíbula é muito estreita e pequena. A pele da parte posterior do corpo é enrugada. Sua coloração é escura e uniforme, indo do cinza ao marrom. O esguicho da cachalote é típico: projeta-se para frente e para a esquerda e pode alcançar de 2m a 5m de altura. Essa espécie possui o cérebro grande e altamente desenvolvido, com uma linguagem bastante complexa.
Baleia Azul (Balaenoptera musculus)
Ocorre em todos os oceanos. É o maior animal vivo da Terra. O comprimento dos machos é de aproximadamente 25 metros e o das fêmeas 27 metros. Vive em grupo de dois a três indivíduos, podendo nadar com uma velocidade média de 30 km/h. O esguicho é característico da espécie, constituindo-se de uma coluna única de 5 a 10 metros de altura. Alimenta-se preferivelmente de krill, podendo consumir até 8.000 quilos num dia. Esses animais foram exaustivamente caçados nas décadas de 30 e 40 e segundo pesquisadores a população atual não chega a 12 mil indivíduos.
Baleia Fin (Balaenoptera physalus)
A baleia Fin é a segunda maior espécie existente e é mais freqüente em águas temperadas, árticas e antárticas do que nas zonas tropicais. O comprimento médio dos machos chega a 21 metros e o das fêmeas a 22 metros. Seu peso médio é de 45 toneladas. Apesar do tamanho, esta baleia lança-se completamente para fora da água. Esse comportamento é uma forma de comunicação entre os indivíduos, que também é feita por emissão de sons de baixa freqüência, estalos e cliques ultra-sônicos. Esses sons podem ser ouvidos até a 25 quilômetros. Elas nadam a 32 km/h, sendo uma das baleias mais rápidas.
Baleia Bicuda de Cuvier (Ziphius cavirostris)
Pertence a família Ziphidae. Pode ser encontrada em todos os oceanos do mundo, em águas tropicais e temperadas. O peso médio é estimado em 3 toneladas e pode atingir até 6,5 metros. Vivem em grupos de três a dez indivíduos, mas podem formar grupos em um período curto de até 25 exemplares. Pode realizar mergulhos profundos e ficar submersa por mais de 40 minutos. Sua dieta é basicamente de lulas, peixes de águas profundas e, ocasionalmente, crustáceos.
Baleia de Bride (Balaenoptera edeni)
Pertence a família Balaenopteridae. É conhecida também como espadarte. Pode ser encontrada em águas tropicais e subtropicais de todos os oceanos. O comprimento máximo registrado é o da fêmea com 15,5 metros. Geralmente vive solitária ou aos pares. Alimenta-se de krill e de peixes que formam cardumes, como anchovas e arenques. Para se alimentar, chega a mergulhar até 300 metros. Apesar de não ser muito conhecida, essa baleia sofreu pressões de caça e acredita-se que atualmente existam cerca de 30 mil indivíduos em todo o mundo.
Baleia Sei (Balaenoptera borealis)
Ocorre em todos os oceanos do mundo, mas evita as regiões polares. O comprimento máximo do macho é de 17,70 metros e o da fêmea, 20 metros. O peso médio é de duas a três toneladas. Alimenta-se em águas próximas de superfície, por isto não costuma mergulhar fundo. É o mais rápido dos balaenopterídeos. Sua dieta é de krill, lulas e pequenos peixes, podendo ingerir até uma tonelada diariamente. Acredita-se que essa baleia tenha comportamento monogâmico, formando casais que vivam juntos por longos períodos.