Adsense

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

Baleias e suas Espécies

Conheça melhor algumas espécies de baleia e saiba que mares elas habitam!!
Virtualmente extintas da costa brasileira na década de 70, em razão da caça predatória, nos últimos anos, o número de baleias avistadas nas praias do sul do Brasil, em especial a baleia-franca, está aumentando significativamente. Entre os meses de junho e novembro, as Francas abandonam sua zona de alimentação na região Antártica e migram para águas mais rasas e quentes.

As baleias, como o homem e os demais mamíferos, possuem sangue quente, respiram ar pelos pulmões, e dão à luz filhotes bem desenvolvidos, que crescem sendo amamentados por suas mães. O período de gestação é bastante longo. Normalmente, um filhote nasce a cada um ou dois anos e requer mais de um ano de cuidados maternais, antes de poder sobreviver sozinho, levando ainda muitos anos para atingir a maturidade. Por essas razões, as baleias ainda não se recuperam das perdas provocadas durante sua exploração comercial. A seguir, alguns exemplos de espécies que ocorrem na costa brasileira. 




A Baleia Franca (Eubalaena australis)
As Baleias-franca têm esse nome por serem muito dóceis e facilmente observadas, pois chagam próximo a costa. Lentas (nadam no máximo 12 Km/h) e de temperamento pacífico, as francas sempre foram alvo fáceis para caçadores. As baleias não têm dentes, mas longas barbatanas que auxiliam na filtragem dos alimentos. Elas nadam em aglomerados de krill (minúsculos crustáceos semelhantes a camarões) ou cardumes de pequenos peixes com a boca aberta e capturam grande quantidade. Os filhotes permanecem com a mãe durante um ano e durante esse tempo costumam brincar bastante e mamar. O leite é altamente gorduroso e por não se misturar com a água permite que o filhote engula sem perdas. Uma das principais características dessas baleias são as verrugas brancas presentes na cabeça e o esguicho em forma de “V” que solta quando respira. Podem atingir até 17 metros e aproximadamente 70 toneladas de peso. Devido a caça indiscriminada a população dessas baleias caiu drasticamente a quase chegou a extinção. Graças a programas de estudos e conservação, esse cetáceo voltou novamente a procurar a costa brasileira. 







A Baleia Jubarte (Megaptera novaeangliae) 
Após 7 meses acumulando reservas de alimentos, que chegam a representar 30 centímetros de gordura, as baleias jubartes saem da Antártida à procura de águas pouco profundas, temperatura amena e movimento tranqüilo. Sua migração sazonal se alterna em áreas de alimentação, em altas latitudes, e áreas de reprodução, em regiões tropicais. As jubartes formam grupos de 3 a 8 animais, sempre dirigidas por uma única fêmea. Em meio às 79 espécies de cetáceos, mamíferos com forma de peixe, as baleias jubartes são as únicas que cantam, por isso são conhecidas como "baleias cantoras". Seus cantos são ouvidos, costumeiramente, pelos pescadores.

As fêmeas são normalmente um pouco maiores que os machos, atingindo 16 metros de comprimento e pesando até 40 toneladas. Outra característica marcante das Jubarte, é que possuem uma nadadeira peitoral muito longa, podendo chegar a 1/3 da extensão total de seu corpo.



Baleia Minke (Balaenoptera acutorostrata) 
Atinge aproximadamente 10 metros e pode pesar até 9 toneladas. A coloração do corpo é cinza-escuro no dorso e cinza-claro no ventre. Essas baleias podem ser encontradas em grupos de 2 a 4 indivíduos e se alimentam principalmente de pequenos peixes e crustáceos. A gestação dura de 9 a 10 meses, nascendo um filhote que será amamentado por cerca de 6 meses. Esse animal é facilmente observado por se aproximar de embarcações. No Brasil são comuns na época da primavera e verão podendo ser encontradas ao longo da costa do nordeste, entretanto existem registros desse animal no Sul do Brasil. Somente no Brasil, de 1970 a 1980 mais de 8 mil minkes foram mortas e atualmente estima-se que a sua população total esteja próxima de 90 mil indivíduos.



Cachalote (Physeter macrocephalus) 
Pertence a família Physetaridae. Pode ser encontrada em todos os oceanos. Vivem em grupos de até 50 indivíduos, porém podem também ocorrer solitários. Essa espécie pode atingir até 20 metros e pesar até 35 toneladas. Provavelmente, é o cetáceo que mergulha mais fundo, podendo passar de 2.000m e permanecer submerso por mais de uma hora. Seu alimento principal é a lula, que procura a grande profundidade. No Brasil, sua distribuição abrange uma grande faixa de nosso litoral, desde o Rio Grande do Sul até a região Nordeste, onde podem ocorrer encalhes. Sua mandíbula é muito estreita e pequena. A pele da parte posterior do corpo é enrugada. Sua coloração é escura e uniforme, indo do cinza ao marrom. O esguicho da cachalote é típico: projeta-se para frente e para a esquerda e pode alcançar de 2m a 5m de altura. Essa espécie possui o cérebro grande e altamente desenvolvido, com uma linguagem bastante complexa.





Baleia Azul (Balaenoptera musculus) 
Ocorre em todos os oceanos. É o maior animal vivo da Terra. O comprimento dos machos é de aproximadamente 25 metros e o das fêmeas 27 metros. Vive em grupo de dois a três indivíduos, podendo nadar com uma velocidade média de 30 km/h. O esguicho é característico da espécie, constituindo-se de uma coluna única de 5 a 10 metros de altura. Alimenta-se preferivelmente de krill, podendo consumir até 8.000 quilos num dia. Esses animais foram exaustivamente caçados nas décadas de 30 e 40 e segundo pesquisadores a população atual não chega a 12 mil indivíduos.




Baleia Fin (Balaenoptera physalus) 
A baleia Fin é a segunda maior espécie existente e é mais freqüente em águas temperadas, árticas e antárticas do que nas zonas tropicais. O comprimento médio dos machos chega a 21 metros e o das fêmeas a 22 metros. Seu peso médio é de 45 toneladas. Apesar do tamanho, esta baleia lança-se completamente para fora da água. Esse comportamento é uma forma de comunicação entre os indivíduos, que também é feita por emissão de sons de baixa freqüência, estalos e cliques ultra-sônicos. Esses sons podem ser ouvidos até a 25 quilômetros. Elas nadam a 32 km/h, sendo uma das baleias mais rápidas.





Baleia Bicuda de Cuvier (Ziphius cavirostris) 
Pertence a família Ziphidae. Pode ser encontrada em todos os oceanos do mundo, em águas tropicais e temperadas. O peso médio é estimado em 3 toneladas e pode atingir até 6,5 metros. Vivem em grupos de três a dez indivíduos, mas podem formar grupos em um período curto de até 25 exemplares. Pode realizar mergulhos profundos e ficar submersa por mais de 40 minutos. Sua dieta é basicamente de lulas, peixes de águas profundas e, ocasionalmente, crustáceos.





Baleia de Bride (Balaenoptera edeni) 
Pertence a família Balaenopteridae. É conhecida também como espadarte. Pode ser encontrada em águas tropicais e subtropicais de todos os oceanos. O comprimento máximo registrado é o da fêmea com 15,5 metros. Geralmente vive solitária ou aos pares. Alimenta-se de krill e de peixes que formam cardumes, como anchovas e arenques. Para se alimentar, chega a mergulhar até 300 metros. Apesar de não ser muito conhecida, essa baleia sofreu pressões de caça e acredita-se que atualmente existam cerca de 30 mil indivíduos em todo o mundo.





Baleia Sei (Balaenoptera borealis) 
Ocorre em todos os oceanos do mundo, mas evita as regiões polares. O comprimento máximo do macho é de 17,70 metros e o da fêmea, 20 metros. O peso médio é de duas a três toneladas. Alimenta-se em águas próximas de superfície, por isto não costuma mergulhar fundo. É o mais rápido dos balaenopterídeos. Sua dieta é de krill, lulas e pequenos peixes, podendo ingerir até uma tonelada diariamente. Acredita-se que essa baleia tenha comportamento monogâmico, formando casais que vivam juntos por longos períodos.

Baleias (Espécies, Reprodução, Tipos, Ameaçada de Extinção...

A comunicação das baleias

Nos últimos cem anos, a atitude mundial em relação às baleias mudou bastante. Elas não são mais vistas como criaturas apavorantes como mostrado no filme "Moby Dick" e um esforço de proteção no mundo inteiro reduziu de forma considerável a caça às baleias. Através de extensa observação, os cientistas puderam concluir que as baleias são normalmente criaturas pacíficas, brincalhonas e que têm um alto nível de inteligência.

As corcundas macho são conhecidas pelas suas longas canções, que podem durar até 30 minutos e ser ouvidas a quilômetros de distância
Mas, as baleias ainda continuam tendo um certo mistério para nós. Muitas informações obtidas por pesquisadores levantaram algumas questões principalmente sobre a comunicação das baleias. As corcundas macho são as que mais emitem sons, produzindo uma complexa seqüência de lamentos, gritos agudos e sons ocos. Esses barulhos são algumas vezes combinados em uma música que dura até 30 minutos. O que é surpreendente sobre essas canções é que as baleias repetem literalmente esses mesmos sons várias vezes e, em uma região específica, cada macho emitirá a mesma canção fazendo pequenas mudanças de vez em quando para que evolua de uma forma diferente com o passar do tempo.
Esse comportamento parece estar relacionado com a reprodução. Durante o temporada de acasalamento, o macho começa a longa seqüência de sons, parando somente para se juntar com alguma fêmea que passa, nadando junto com ela e com o filhote. Eventualmente, macho e fêmea mergulham em direção ao fundo para acasalar. Parece lógico que a canção do macho atraia a fêmea, mas o som se propaga por muitos quilômetros atraindo também outros machos para a área. É muito estranho que o macho queira chamar a competição, a não ser que ele tente testar a sua força com os outros. Alguns pesquisadores acreditam que as canções são, na realidade, competições de força.
As baleias não produzem sons da mesma maneira que nós. As nossas cordas vocais não funcionariam tão bem debaixo d´água. As baleias produzem sons inalando ar através da cavidade nasal que fica em frente dos buracos respiratórios. Em baleias com dentes, os sistema de produção de sons envolve um arranjo complexo de tecidos de gordura. Nas baleias cachalotes e nos golfinhos, estas estruturas de som são tão grandes que elas possuem um evidente formato arredondado na testa. Os cientistas não entendem exatamente como funciona a produção de som das baleias, mas sabem que isso não se parece com nada conhecido no reino animal.
As baleias corcundas e a maioria das outras espécies produzem uma vasta gama de sons diariamente. Muitas espécies parecem formar laços estreitos entre si e os sons talvez sirvam para que as outras saibam onde estão e o que estão fazendo. A água é excelente para conduzir o som e os sons das baleias podem ser muito altos, então, elas podem se comunicar através de centenas ou talvez milhares de quilômetros. Os especialistas estão preocupados que a poluição sonora causada por plataformas petrolíferas de perfuração em alto mar e outras atividades no oceano estejam abafando esses sons e obstruindo o sistema de comunicação de longa distância das baleias.
Muitos pesquisadores acreditam que as baleias possuam uma capacidade de linguagem sofisticada. Elas têm cérebros enormes com características complexas que os biólogos associam a uma alta inteligência, mas a extensão da capacidade não está clara. Muitas espécies exibem comportamentos inteligentes tanto em cativeiro como na natureza. Elas aprendem tarefas complexas e demonstram habilidades avançadas na solução de problemas.
As baleias também têm memória excelente e isso está evidenciado nos seus padrões migratórios. Veremos na próxima seção como as baleias parecem lembrar de alguns pontos em particular ao longo da costa e através de todo o oceano, pois retornam para o mesmo local de alimentação ano após ano.

Hábitos migratórios

Um dos mais intrigantes aspectos do comportamento das baleias é o hábito migratório. No Oceano Pacífico, as baleias corcunda migram ao longo da costa americana até o Havaí retornando para as mesmas áreas ano após ano.
Elas tendem a migrar com a troca das estações tirando proveito das águas mais quentes em direção ao Equador durante os meses mais frios e da grande quantidade de alimento no Ártico durante os meses mais quentes. A maioria das espécies não migra regularmente em direção ao Equador, então devem existir grupos separados de cada espécie no hemisfério sul e no hemisfério norte.
Os cientistas estudam a migração das baleias de várias maneiras. Em muitas espécies as baleias têm marcas distintas na cauda que possibilitam aos pesquisadores identificar tipos específicos e segui-los aos locais por que passam para se ter uma idéia de onde vão e de quando estão migrando. Os pesquisadores também usam etiquetas de satélite, que são rádio transmissores que se comunicam com os satélites, para rastrear a localização de uma baleia.
Os pesquisadores colocam o transmissor nas costas da baleia usando arco e flecha normais. Como a gordura da baleia é grossa e o transmissor é pequeno, ela não é ferida.
Os transmissores têm mostrado que algumas espécies migram distâncias muito maiores que os cientistas anteriormente estimavam. Os pesquisadores rastrearam baleias corcunda que viajam centenas de quilômetros em poucas semanas indo de latitudes extremas ao norte para latitudes equatoriais e retornando. As baleias cachalote macho parecem andarilhos indo de oceano para oceano sem um padrão específico.
Na maioria das outras espécies, a migração está relacionada à reprodução. Geralmente as baleias fêmeas acasalam no outono ou inverno, quando estão em águas mais quentes e dão à luz na mesma região cerca de um ano mais tarde. No verão, entre o acasalamento e o nascimento, a fêmea tira proveito dos ricos recursos de alimento das águas mais frias do norte. Isso fornece a energia de que ela precisa para alimentar o filhote.

Filhote de orca alimentado pela mãe. Os filhotes bebem uma enorme quantidade de leite nos primeiros meses e engordam dúzias de quilos por dia.
Os filhotes podem nadar assim que nascem e sobem à superfície para respirar, mas precisam ser muito bem alimentados antes que possam se aventurar sozinhos.
Dependendo da espécie, os filhotes podem ficar junto com a mãe por um ano ou mais antes de se juntar às outras baleias mais jovens para brincar. Na maior parte deste período, o filhote subsiste somente do leite da mãe. As fêmeas têm duas tetas, normalmente escondidas dentro de fendas atrás do abdômen e perto da base da cauda.
O leite das baleias é excepcionalmente rico e fornece aos filhotes os nutrientes de que eles precisam. Um filhote de baleia azul bebe 189 litros de leite todos os dias e engorda 4,5kg a cada hora. Um filhote recém-nascido pode medir 7,60 metros da cabeça à cauda e pesa mais do que um elefante africano adulto.

Há baleias de vários tamanhos
Como o período de gestação é longo na maioria das espécies e o período de amamentação é muito exaustivo, as fêmeas têm filhotes somente em intervalos de dois a quatro anos. Essa baixa taxa de reprodução significa que qualquer caça em grande escala pode reduzir bastante a população das baleias.

Diferenças entre baleias e golfinhos

Em alguns casos os cientistas usam o termo baleia para descrever todos os animais na ordem dos Cetáceos. Isso inclui as grandes espécies, como as baleias corcunda e as baleias azuis e também as espécies menores como os golfinhos nariz de garrafa. Na maioria das vezes, as pessoas usam o termo "baleia" somente para descrever as espécies maiores e se referem às espécies menores (como golfinhos e botos) como cetáceos.

Uma mãe golfinho nariz de garrafa e o seu filhote. Os golfinhos que compõem a família Delphinidae dentro da ordem das baleias são vistos como os animais mais inteligentes da Terra.
Os golfinhos que compõem a família Delphinidae são baleias com dentes caracterizados pelo tamanho relativamente pequeno, cabeça protuberante e focinho bicudo. As orcas e as baleias piloto estão também incluídas nessa família, embora sejam muito maiores e os bicos menos pronunciados. Os botos, membros da família Phocaenidae, são pequenas baleias com dentes que têm uma cabeça redonda em vez de um bico pontudo.

Caça e conservação

No passado, o contato que os humanos tinham com as baleias era para a caça. Em algumas culturas, a carne da baleia era uma fonte importante de alimento desde os tempos pré-históricos. As baleias eram altamente visadas porque, assim como o mamute ou o bisão, um único animal rendia uma grande quantidade de carne. Mas por volta de 1700, quando a caça à baleia realmente decolou, o foco mudou da carne para o óleo derivado da gordura da baleia. Como essa gordura era o principal combustível para as lamparinas em muitas partes do mundo, o óleo de baleia foi um grande negócio nos séculos 18 e 19.

O deck de um baleeiro no começo do século 20. A caça à baleia era um grande negócio nos EUA, Rússia e muitos outros países.
Nesse período, a baleia filtradora era também muito valorizada. A queratina, conhecida como barba de baleia, combina força e flexibilidade. Essas qualidades fazem dela uma escolha ideal para uma variedade de produtos incluindo os espartilhos femininos, produtos de montaria e guarda-chuvas. Os dentes de baleia, entalhados com inscrições e decorações, eram também muito populares particularmente entre as classes mais altas.
O crescimento da caça nesse período teve um profundo impacto em muitas espécies. Como as baleias somente reproduzem uma vez por ano (ou, em muitas espécies, uma vez a cada dois ou três anos) elas foram devastadas pela caça excessiva. Uma baleia fêmea pode viver 50 anos ou mais e pode reproduzir dúzias de filhotes neste período, portanto, a perda de uma fêmea somente tem um efeito que atinge a população inteira. Além disso, o reduzido número de baleias afeta o equilíbrio ecológico do mar conduzindo a um excesso de krill em muitas áreas, o que pode conduzir a um rápido crescimento populacional de outras espécies que se alimentam destas criaturas.
Com a invenção do arpão e a crescente mobilidade dos barcos movidos a vapor, os baleeiros podiam mirar em espécies mais astutas que antes conseguiam escapar. Isso somado à crescente popularidade dos cosméticos à base de óleo de baleia conduziram a um período sem precedentes de caça no final do século 19 e começo do século 20. Por volta dos anos 40 estava claro que algumas espécies estavam quase extintas. Para assegurar o futuro da indústria, as principais nações que caçavam baleias se uniram em 1946 e assinaram a International Whaling Convention. Como parte desse acordo, as nações estabeleceram a International Whaling Commission, uma organização independente encarregada de pesquisar as populações de baleias e a da regulamentação da prática da caça à baleia.
Ao longo dos anos, a comissão estabeleceu regras mais rígidas para a caça porque a população das baleias continuava a diminuir. Em 1986, a comissão declarou a moratória mundial da caça à baleia porque ficou claro a espécie poderia entrar em extinção. Hoje, a comissão somente permite a caça em pequena escala por certas culturas aborígenes e para a pesquisa científica. Algumas nações como o Japão e a Noruega continuam a caçar afirmando que estão somente controlando as populações regionais.

Essa baleia franca foi chamada de "Calvin" pelos pesquisadores do Aquário da Nova Inglaterra. Eles tentaram liberá-la de um equipamento de pesca no começo de 2001. Como não conseguiram, instalaram um rastreador via satélite no equipamento para que pudessem monitorar o percurso dela. Em junho de 2001, após o dispositivo ter falhado, a baleia foi localizada e estava livre do equipamento.
Sob essas leis, muitas espécies de baleias saíram do risco de extinção, mas outras como a baleia franca ainda estão em perigo. De acordo com as organizações de preservação das baleias, a sobrevivência dessas espécies depende de regras ainda mais rígidas e mais campanhas de vigilância contra operações de caça ilegal. Se os esforços de conservação forem bem-sucedidos, as espécies ameaçadas terão uma boa chance de repovoar as suas populações e continuar a viver em paz nos oceanos por muitos anos.

Curiosidades sobre Baleias


Você sabia que... 
- A maior baleia até hoje caçada foi uma baleia-azul fêmea, que media 34 metros de comprimento e pesava em torno de 170 toneladas?

- As baleias são os maiores animais já existentes (podem chegar a 3 vezes o tamanho de um dinossauro). Este desenvolvimento só é possível porque a água suporta o peso contra a força da gravidade - o que não acontece com os animais terrestres.

- Cada baleia-azul dá a luz apenas uma cria, que normalmente tem um tamanho impressionante: um terço do tamanho de sua mãe, ou seja, pode nascer já com 7 metros de comprimento. Durante 7 meses a mãe a amamenta diariamente com uma tonelada de leite muito rico. Quando o filhote é desmamado já possui mais de 15 metros.

- As baleias-azuis vivem cerca de 50 anos.

- A baleia Cachalote é a única fonte mundial de âmbar-cinzento, matéria básica para indústria de perfumes caros. Elas se alimentam da Lula Gigante, a engolem inteira mas nunca conseguem digerir os bicos duros da Lula que permanecem em seus aparelhos digestivos produzindo uma substância escura e fétida - este é o âmbar-cinzento, a melhor substância conhecida para conservar o aroma dos perfumes. Tem um preço elevadíssimo. Frequentemente as baleias expelem o âmbar-cinzento que pode então ser encontrado boiando no mar.

- No sec.XIX o óleo de baleia era usado na iluminação e lubrificação, as barbatanas davam resistência aos espartilhos, serviam de chicotes e na feitura de guarda-chuvas.

- Hoje em dia o óleo da baleia é usado na manufatura de cinquenta por cento da margarina européia.

- As baleias soltam sons agudos na água e, graças aos ecos de retorno, podem localizar com precisão qualquer corpo sólido. Elas não têm boa visão.

Mais sobre Baleias

As baleias são mamíferos marítimos pertencentes à classe dos Cetáceos, são animais que vivem desde o nascer até a morte na água. Elas não têm guelras e, por isso, têm de subir para respirar na superfície, periodicamente.
Geralmente as baleias têm mais de 4 metros de comprimento. Atualmente existem 40 espécies de baleias sendo que metade delas está ameaçada de extinção, graças à caça indiscriminada de países que não respeitam a legislação internacional como o Japão, por exemplo.
As narinas das baleias ficam no alto da cabeça e, quando elas sobem para respirar, soltam ar quente, que, quando entra em contato com a atmosfera, se transforma em gotas de água. Quando o ar é expelido, essas gotas podem chegar a 6 metros de altura.
Seu corpo é coberto por uma camada de gordura que a ajuda a baleia a submergir, a manter a temperatura do corpo e a armazenar energia. Seu esqueleto é muito semelhante ao dos mamíferos terrestres de grande porte como, por exemplo, o elefante.
A cauda da baleia é o seu principal modo de locomoção. As nadadeiras das baleias são membros locomotores atrofiados de seus ancestrais, que viviam em terra e eram quadrúpedes. Esses ancestrais viveram, há cerca de 50 milhões de anos, durante a era cenozóica, eles passavam muito tempo na água para buscar alimentos, dessa forma, gradativamente ocorreu a adaptação.
As baleias emitem dois sons conhecidos, sendo que um deles é usado como sonar e o outro como meio de comunicação com os companheiros de sua espécie.
Normalmente estes animais vivem 30 anos, sendo que já houve registros de baleias com 50 anos de idade. As baleias se alimentam principalmente de peixes, sendo que algumas delas (como as jubartes), não têm dentes. Como substituto dos dentes essas baleias têm algumas laminas ósseas (cerca de 400) que são usadas para filtrar a água engolida juntamente com os peixes. A água engolida é devolvida ao mar, e os peixes presos as laminas são, então, engolidos.
Na Idade Média, o objetivo da caça era a obtenção de carne da baleia para o consumo. Já no século XVIII começou a extração do óleo das baleias. Cada baleia rendia 160 barris de óleo. Do fígado do animal é possível extrair um óleo rico em vitamina A.
A Comissão Internacional da Baleia (que reúne somente 15 paises) fixou o limite máximo de 20.000 baleias a serem caçadas por ano. Porém, ainda existem pessoas que insistem em não respeitar a lei, o que acontece sempre que uma lei prejudica a obtenção do lucro. Atualmente existem poucas baleias no mundo e a caça mata mais do que as baleias se reproduzem, o que pode, em pouco tempo, levar estes mamíferos à extinção. As espécies de baleias mais conhecidas são as Orcas, as Jubartes, as Francas, as Cachalotes e as maiores que existem: as baleias Azuis.

Baleias

Anatomia

Baleia. As nadadeiras de uma baleia são membros locomotores atrofiados, remanescentes do período em que seus antepassados eram quadrúpedes. A despeito de sua aparência externa, tem uma estrutura óssea interna bem semelhante à dos membros anteriores dos mamíferos terrestres.
As narinas de uma baleia localizam-se bem no alto de sua cabeça. Subindo à superfície após a submersão prolongada, expele através dela o ar quente e úmido dos pulmões, o qual se condensa em contato com a atmosfera, formando uma coluna de gotículas de água, que às vezes se ergue à altura de mais de seis metros.
A cauda é grande, e constitui o principal órgão propulsor de deslocamento da baleia. O corpo é coberto por uma camada de gordura que ajuda na flutuação do animal e a manter o calor. Essa gordura também funciona como meio para armazenar energia. A audição é o sentido mais importante das baleias. Sabe-se que produzem ao menos dois tipos de sons: os que intervêm em seu sistema de ecolocalização e as vocalizações. Os sons de ecolocalização funcionam como uma espécie de sonar biológico, enquanto as vocalizações são as conhecidas canções das baleias, que parecem ser um meio de comunicação entre os membros da mesma espécie.
A baleia pode viver 30 anos em média, porém já foi registrada uma baleia que chegou até os 50 anos. Pode chegar a 20 km/h.

Alimentação

Apesar de sua imensa boca, todas as baleias têm o esôfago muito estreito. Por isso, nutrem-se de pequenos peixes e organismos marinhos, que recolhem enchendo a boca de água e depois deixando-a escoar através de uma rede de 400 lâminas ósseas, as quais substituem os dentes - que as baleias não têm.

Respiração

A baleia é um animal de sangue quente, encontrado principalmente nas águas geladas da região antártica. Os pulmões da baleia são excelentes, mas ela é extremamente econômica em matéria de respiração: desde que inspira o ar até o momento em que o expira, às vezes transcorrem até 20 minutos. Isso lhe permite mergulhar a grandes profundidades e permanecer submersa, enganando assim os baleeiros (caçadores).
A foto abaixo mostra uma baleia Franca, que no século passado, foi muito caçada devido ao seu óleo, que chegou a iluminar a cidade de Buenos Aires. Hoje, essas baleias são patrimônio turístico e o seu único inimigo é a gaivota, que morde sua carne e deixa feridas sobre a pele da baleia.

Baleia Franca

Caça à baleia franca.

Da pré-história à extinção

É indiscutível que os antepassados mais remotos da baleia foram grandes mamíferos que viveram no período eoceno (50 milhões de anos atrás), os quais adotaram o mar como residência, quando lhes pareceu perigoso permanecer em terra.
A baleia que representa o ramo mais novo dessa antiga família, também enfrenta esse problema: das milhões de baleias que existiram nos mares de todo o mundo restam tão poucas que a caça de aproximadamente 55.000 animais por ano condenou toda a família à extinção. A Comissão Internacional da Baleia (que reúne 15 países) fixou o limite de caça em 1976, para 20.000 baleias por ano. No entanto, as medidas estabelecidas para a preservação do animal geralmente não têm sido respeitadas, sobretudo pelo Japão e pela União Soviética, seus maiores exploradores.

Ordem dos Cetáceos

Baleia, nome comum de qualquer um dos mamíferos marinhos que constituem a ordem dos Cetáceos. Diferenciam-se do resto dos mamíferos porque passam toda a vida na água, desde que nascem até morrerem. O termo "cetáceo" é usado para denominar, de modo geral, as 78 espécies de baleias, delfins e toninhas que existem. Em geral, as espécies que têm mais de 4 metros de comprimento são chamadas baleias, enquanto as espécies menores formam o grupo dos delfins e das toninhas. A maioria das baleias pequenas, dos delfins e das toninhas pertence à subordem das baleias com dentes. Na atualidade, existem cerca de 40 espécies de baleias e metade delas é considerada rara.

Baleia Azul

Baleia-azul ou rorqual-azul ou gigante, é a maior espécie de baleia que existe e é também o maior animal existente na Terra. Uma baleia azul já chega ao mundo com quase sete metros de comprimento e pesando perto de quatro toneladas. Depois que cresce, o exagero se acentua ainda mais: passa a medir até 34,5 metros e a pesar 150 toneladas. Suas nadadeiras ficam com 5 metros de comprimento cada uma e a cauda, com 7 metros. Para conduzir somente a sua língua, basta um caminhão médio, pois ela pesa apenas 3 toneladas. Mas para transportar toda sua carne, é preciso mais: são 60 toneladas de músculos e 30 de gordura. Muita gente imagina a baleia como a própria imagem de ferocidade, mas é uma injustiça. No fundo ela é um animal pacato e com um grande coração (430 quilogramas).
O corpo é cinza, com manchas pálidas, cuja disposição é um caráter distintivo de cada indivíduo, como as impressões digitais dos seres humanos. A tonalidade azul aparece quando está submersa e o dia é ensolarado.
Costuma caçar aos pares e se alimenta de plâncton e peixes. De maneira semelhante ao resto das baleias com barbatanas, ela abre a boca para deixar entrar a maior quantidade de água possível, força a água para que passe pelas barbatanas e o alimento fica preso.
Os sons que emite podem viajar através do oceano até distâncias de 160 km, o que lhe permite comunicar-se com outras baleias que se encontrem longe.
  • Família dos Balenopterídeos;
  • Ordem dos Cetáceos;
  • Subordem dos Misticetos;
  • Recebe o nome científico de Balaenoptera musculus.

Baleia Jubarte

Também chamada baleia-xibarte, é a baleia mais bem conhecida de todas as existentes. Realiza migrações entre as águas polares e as subtropicais; nas primeiras é onde se alimenta no inverno, enquanto nas outras dá à luz a sua única cria, denominada baleote. Pode alcançar 15 m de comprimento e o dorso é arqueado ou corcunda (daí seu nome). Costuma saltar no ar, por cima da água, deixando visível todo o seu corpo.
Lançam-se sobre grandes concentrações de suas presas (invertebrados e peixes), abrindo a boca e engolindo toneladas de água junto com elas. Depois, empurram com a língua a água pra dirigi-las com força até as barbatanas, que atuam como uma grande peneira, retendo o alimento e expulsando a água.
  • Família dos Balenopterídeos;
  • Ordem dos Cetáceos;
  • Subordem dos Misticetos;
  • É classificada com o nome científico de Megaptera novaeanglia.

Baleia Jubarte

Baleia Jubarte

Baleia Cinza

Espécie de tamanho médio que atualmente habita somente a zona norte do oceano Pacífico. É um dos mamíferos que realiza uma das migrações mais longa, pois percorre uma distância de 10.000 km desde as baías do norte do México, onde a fêmea dá à luz a sua cria no inverno, até o norte do mar de Behring, onde se alimenta (no verão), de invertebrados que filtra com suas barbatanas. Sua pele, salpicada de cor negra, cinza e branca, forma um desenho característico que permite diferenciar cada indivíduo.
  • É a única espécie vivente da família dos Escrictídeos;
  • Subordem dos Misticetos;
  • Ordem dos Cetáceos;
  • É a espécie classificada como Eschrichtius robustus.
Baleia.

Parentes da baleia

A ordem dos cetáceos é uma confraria que reúne tipos dos mais variados:
  • O delfim ou golfinho (nome científico = Tursiops truncatus)
  • O cachalote (nome científico = Physeter catodon), que mora no mar.
  • Narval (nome científico: Monodon monoceros), que é bem menor, não passa de 6 metros.
  • A orca (nome científico = Orcinus orca), que é uma espécie de ovelha negra entre os pacíficos cetáceos. Ferocíssima, vive em bandos, que atacam as baleias e as dilaceram completamente ainda vivas, sem ligar a mínima importância ao parentesco.

Derivados da baleia

Durante quase toda a Idade Média, o objetivo principal da caça era a carne do animal. Já no século XVIII, aproveitava-se a gordura. Da gordura, parte da carne, dos ossos e até das tripas, podem extrair-se, com um sistema de pressão à vapor, perto de 25 toneladas de óleo ou 160 barris para fazer sabão e margarina. Do fígado provém o óleo riquíssimo em vitamina A, e do espermacete - substância gordurosa sólida da região frontal da cabeça - retira-se o óleo usado antigamente para a fabricação de velas e que vem sendo cada vez mais utilizado na indústria têxtil, de lubrificantes e cosméticos.
Baleia.
Os derivados da baleia abrangem desde marfins das barbatanas até rações animais, carne congelada comestível, extratos de carne e fígado, extratos hormonais e fertilizantes (da carcaça).

Classificação científica

As baleias, os delfins e as toninhas pertencem à ordem dos Cetáceos. Esta ordem é subdividida em duas subordens: os Odontocetos, ou baleias com dentes, e os Misticetos, ou baleias de barbatanas.